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Pinturas



Desenhos




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Aparências e sombras.
Jacob Klintowitz
As imagens de Fuhro são reflexões multiplicadas em imaginários espelhos infinitos paralelos. Nelas está contido o conceito do homem contemporâneo e de sua possibilidade introspectiva. É a máscara e o homem feito um desenho, escrito num espaço cromático desdobrado em equações geradas para projeções cibernéticas. Verdadeiramente a intuição e o som interior de um refinado pensador formalizado nestas sutis aparências e sombras de uma realidade não consensual. Imagens? Parece que as conhecemos, mas, de repente, nos escapam. Por um momento sabíamos e já esquecemos e este teor de incômoda estranheza nos dá a sensação de que se tratava de alguma coisa importante para nós. Talvez, o nosso surpreendente retrato, aquele vislumbre de um desconhecido a nosso respeito, um passante que nos observa sem interesse. Magnífica articulação lingüística de fragmentos. Sinais luminosos, enigmas, esfinge rediviva. E a onipresença serenidade que caracteriza e marca a presença deste artista, Henrique Léo Fuhro, na arte brasileira. Fuhro designa o mito contemporâneo para o porvir e nós nos contemplamos nesta gravação germinal como os habitantes da transição, finalmente impregnados de confiança e conforto.
Dois homens
Renato
Rosa
O esporte é um tema recorrente na obra de Henrique Fuhro: golfistas, ciclistas, tenistas, skatistas
e é claro jogadores de futebol. Não poderia ser diferente quando
o artista escolhe esse tema - mesclado com suas paisagens de
cores tão intensas - para
homenagear seu amigo Ruy Carlos Ostermann - um nome consagrado -
e o esporte que ocupa sua vida de maneira cotidiana. Não é este o caso de Fuhro porque sua obra tem outros desdobramentos e o que ocorre nessa exposição é a junção de dois amigos que se admiram. Duas grandes figuras de um mesmo tempo e lugar. Não é pouco.
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